Quais são as competências de futuro?

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Quais são as competências de futuro?

Quais são as competências de futuro?

O futuro é hoje e exige novas ferramentas, novas competências, exige futurefulness [o estado de estar constantemente consciente do futuro]. Partindo desta premissa, a Porto Business School definiu sete competências de futuro que vão estar na base do desenvolvimento dos seus programas. Descubra quais.

A Quarta Revolução Industrial está a transformar a forma como vivemos e trabalhamos e, num futuro não longínquo, vai exigir novas competências, tendo em conta os novos empregos que vão surgir e a tantos outros que vão desaparecer por força da entrada da robótica, dos veículos autónomos ou da inteligência artificial nas nossas vidas. 

 

Mais de 1/3 das competências de trabalho que hoje são consideradas importantes terão mudado no futuro, o que exige, por um lado que as pessoas se mantenham constantemente atualizadas e se adaptem às mudanças e, por outro lado, que os líderes empresariais e os Governos sejam pró-ativos na melhoria das qualificações e na formação das pessoas.

 

Em 2016, o relatório The Future of Jobs lançado no âmbito do Fórum Económico de Davos, definiu 10 competências de futuro: resolução de problemas complexos; pensamento crítico; criatividade; gestão de pessoas; coordenar-se com outros; inteligência emocional; tomada de decisão e discernimento; orientação para o serviço; negociação e flexibilidade cognitiva.

 

 

De olhos postos no futuro, a Porto Business School  definiu sete competências que serão a base para o desenvolvimento dos seus novos programas. O ponto de partida foi simples:  Se as máquinas e a tecnologia nos vão ajudar a ser mais eficientes ou até mesmo substituir-nos em certas tarefas, serão os aspetos que nos diferenciam, enquanto humanos, que nos vão permitir viver e trabalhar em colaboração.

 

“As máquinas não têm emoções por isso vamo-nos concentrar naquilo que é humano. As máquinas não têm curiosidade no seu machine learning, por isso vamo-nos concentrar naquilo que são as nossas vantagens competitivas. (…) O coeficiente de inteligência emocional, juntamente com o coeficiente paixão ou coeficiente de curiosidade são os coeficientes mais humanos e é com base nestes que vamos ter de trabalhar no futuro, muito mais do que o coeficiente de inteligência, porque estes são altamente trabalháveis e moldáveis ao longo da vida”, justifica Paula Marques, diretora da área de Formação Executiva da Porto Business School.

 

Acreditamos na 'humanification'”, continua Paula Marques. Por isso, e com base nas competências definidas por Davos, em estudos publicados e no trabalho desenvolvido em articulação com as empresas parceiras, a Porto Business School definiu 7 competências de futuro: Future Thinking; Matrix DNA; Human Influence; Design Philosophy; Intersection; Training Mentality; e Reflect; que estão na base dos programas de formação de executivos e de formação à medida.

 

A neurociência teve uma palavra a dizer, não só na definição das competências que selecionamos, mas também na forma como as treinamos. “Mas não é só a neurociência, é preciso ter uma visão holística. Estamos a falar de corpo e mente. O corpo também tem que estar bem, não é só cérebro, porque a experiência também impacta o cérebro e, a partir do momento em que eu tenho uma experiência física, o meu cérebro já mudou”, explica Paula Marques. Tudo isto tem impacto no processo de tomada de decisão, cujo paradigma também parece estar a mudar. “Antigamente dizia-se: eu primeiro penso e depois atuo. Hoje, diz-se 'se calhar, eu devia primeiro experimentar, atuar sem pensar muito, porque o meu cérebro já mudou quando eu agi', e depois sim, pensar, e pensar de forma diferente”, analisa.

 

As tendências de negócio exigem novas ferramentas e novas competências. Já não basta treinar apenas hard skills. É essencial criar ambientes de experimentação, porque “ainda estamos muitas vezes focados em chegar à resposta correta imediatamente, não estamos treinados para a experiência-erro”.

 

Na opinião da responsável pela área de educação executiva da Porto Business School trabalhar o feedback é também essencial. “Sabemos que a maioria das empresas dão feedback ao resultado mas os estudos científicos indicam que mais do que o feedback ao resultado, é importante premiar o esforço. (…) Se a ciência explica isto, porque não implementar isto?”, conclui.

 

 

AS SETE COMPETÊNCIAS DE FUTURO DA PORTO BUSINESS SCHOOL

 

.FUTURE THINKING
Visualizar e imaginar o futuro, ter a capacidade de antever fenómenos pouco prováveis que causam grande impacto e saber geri-los na complexidade do dia a dia.

 

.MATRIX DNA
Viver e pensar em rede. Partilhando. Criando ligações a uma escala global.

 

.HUMAN INFLUENCE
Impactar outros seres humanos. Saber influenciar quem nos rodeia e ter a capacidade de envolver o outro de uma forma mais significativa.

 

.DESIGN PHILOSOPHY
Olhar o mundo que nos rodeia e identificar desequilíbrios e oportunidades. Perceber as diferentes dimensões humanas de uma forma global e holística.

 

.INTERSECTION
Gerar ideias. Falar e compreender a linguagem de outras disciplinas. Ligar, conectar mundos que, aparentemente, não têm qualquer relação.

 

.TRAINING MENTALITY
Experimentar. Treinar. Errar. Refletir. Perseverança. Foco.

 

. REFLECT
Parar e refletir no que está a acontecer à nossa volta. Refletir sobre o sentido e o significado da nossa vida. Aprender e desaprender.