Economia circular poderá criar 36 mil postos de trabalho em Portugal até 2030

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Economia circular poderá criar 36 mil postos de trabalho em Portugal até 2030

Economia circular poderá criar 36 mil postos de trabalho em Portugal até 2030

A economia circular tem um impacto significativo a nível ambiental, mas também na economia e na criação de emprego, quer se trate de novos modelos de negócio nas empresas já existentes ou novos projetos que têm como base a reutilização de materiais numa lógica de produção sustentável. Só em Portugal, estima-se que a economia circular possa criar 36 mil postos de trabalho, até 2030.

Estima-se que as medidas de prevenção dos resíduos, reutilização e outras ações “circulares” possam gerar poupanças líquidas de cerca de 600 mil milhões de euros às empresas da União Europeia (cerca de 8% do total do seu volume de negócios anual), criando 170 mil empregos diretos no setor da gestão de resíduos e, ao mesmo tempo, viabilizando uma redução de 2 a 4% das emissões totais anuais de gases de efeito de estufa.  

 

De acordo com dados da Comissão Europeia, a implementação de medidas adicionais para aumentar a produtividade dos recursos em 30%, até 2030, poderá aumentar o PIB em cerca de 1%, criando simultaneamente mais de 2 milhões de postos de trabalho em comparação com um cenário de manutenção da situação atual.  

 

De acordo com os dados do WRAP - Programa de Ação Relativo aos Resíduos e Recursos, estima-se que existam, em Portugal, cerca de 57 mil postos de trabalho diretos relacionados com atividades de economia circular, prevendo-se a criação de mais 36 mil empregos diretos, até 2030.  

 

“A economia circular vai muito além do setor do saneamento e da reciclagem, dizendo acima de tudo respeito ao ecodesign, reparação, remanufatura e a desassemblagem fina, e redes de logística inversa associadas. Há assim potencial para o fomento a uma grande diversidade de tipologias de empregos, exigindo qualificações superiores - por exemplo design, arquitetura, engenharia de materiais -, e qualificações de foro técnico e tecnológico como a reparação”, conclui Andreia Barbosa da CEP.