Mãe e filha lideram marca portuguesa de vinhos que exporta para o Brasil e EUA

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Mãe e filha lideram marca portuguesa de vinhos que exporta para o Brasil e EUA

Mãe e filha lideram marca portuguesa de vinhos que exporta para o Brasil e EUA

Valle de Passos é uma marca de vinhos produzidos na região de Trás-os-Montes, um negócio familiar criado por Carla Correia, antiga aluna da Porto Business School (PBS) e pela mãe. Para o futuro há dois projetos que vão potenciar o crescimento da marca e do turismo da região, com a construção de uma adega própria e a criação de uma unidade hoteleira.

Com uma ligação ao mundo de produção dos vinhos desde miúda, onde passou a infância, na vinha da família, na região de Trás-os-Montes, Carla Correia estava longe de imaginar que transformaria esta herança familiar num negócio.

 

Em 2013 e depois de ter deixado tudo para trás por causa do MBA, Carla Correia “estava a fervilhar de ideias” e decidiu arriscar num negócio de família na produção de uma marca própria. Assim nasceu a Valle de Passos, em Valpaços, onde a família adquiriu 50 hectares de vinha, num investimento na ordem dos 500 mil euros.

 

Na produção do vinho – um saber acumulado de experiência,  que vai já na terceira geração - Carla Correia conta com a ajuda preciosa da mãe, Lurdes Brás. “O meu bisavô era dos poucos peritos em enxertias que antigamente eram feitas de forma manual e passou esse conhecimento para a minha avó, que depois passou para a minha mãe”, conta a jovem empreendedora.

 

Com um posicionamento no segmento médio/médio alto a Valle de Passos dispõe de cinco referências no mercado, todos de “Denominação de Origem Controlada” e produzidos na região de Trás-os-Montes, com o contributo dos enólogos consultores, Carlos Magalhães e Manuel Vieira. Os rótulos dos vinhos da marca fazem lembrar uma imagem romana esculpida em mármore, numa homenagem à zona onde, já na altura da ocupação romana se produzia vinho e  onde se encontra uma das maiores coleções do mundo de lagares de origem romana, cravados na rocha.

 

Com uma produção média anual de 500 mil garrafas (cinco vezes mais da produção inicial da empresa), os vinhos da Quinta Valle de Passos podem encontrar-se nas garrafeiras e restaurantes de várias cidades do país e também nos mercados externos, em países como o Brasil e os Estados Unidos da América.

 

A estratégia da empresa passa, além do investimento através de capital próprio, da candidatura a fundos públicos que permitam investir nos próximos cinco anos em dois projetos que vão atrair ainda mais gente à região e que passam pela criação de uma adega própria, onde serão produzidos os vinhos da marca, e de um hotel de charme para promover o enoturismo na região de Trás-os-Montes.

 

Um negócio no feminino que quer levar a qualidade e notoriedade do vinho português além-fronteiras e que se torna ainda mais desafiante num setor que ainda é, maioritariamente, de homens. Nada que demova mãe e filha de liderar uma marca que quer fazer história e deixar um legado para as gerações vindouras. “Ainda tenho de dar muitas provas, mas acaba por ser interessante porque estou a fazer um trabalho que vai permitir que seja mais fácil, a quem vem depois de mim”, afirma Carla Correia.

 

 

 

De psicóloga a enóloga

 

Depois da formação inicial em Psicologia e de um percurso profissional ligado à área dos Recursos Humanos, ao Marketing e à Gestão de Eventos, esta jovem empreendedora apostou na formação ligada à Gestão. Na Porto Business School, o primeiro passo foi dado com o Curso Geral de Gestão, em 2008, seguido do MBA Executivo, em 2012.  Atualmente está a fazer uma especialização em Enologia.  Carla acredita que, desta forma poderá assim deixar a sua marca pessoal nos vinhos produzidos pela Valle de Passos.

 

O MBA trouxe-lhe as competências necessárias para que hoje possa estar à frente de uma promissora marca de vinhos portugueses, virada para o mercado internacional. Uma mais-valia na gestão da sua empresa, porque lhe permite olhar para o negócio como uma “big picture” e, desta forma, “perceber a melhor forma de gerir o negócio” e que lhe deu o “o complemento faltava nas áreas da gestão e das finanças".